31/07/2012 |
Produção de soja e milho recuperam prejuízo causado pela seca no Paraná
Escala Noticias atualizado as 17h04min
Um levantamento divulgado,
nesta segunda-feira (30), pelo Departamento de Economia Rural (Deral),
da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Paraná, mostra que a
safra 2011/2012 deve colher 31,8 milhões de toneladas de grãos. O
volume representa uma pequena queda de produtividade quando comparado ao
da safra anterior, 0,75%.
Se por um lado a soja e o milho tiveram bons resultados na segunda
safra, a ponto de recuperar os prejuízos causados pela seca que atingiu o
estado, a produção de trigo apresentou queda. No caso do milho, a
colheita deve ser de 10,5 milhões de toneladas, volume 65% superior ao
ano anterior. Com relação ao valor pago, o agricultor vai receber cerca e
6% a mais do que na safra anterior. O preço subiu, de acordo com o
estudo do governo estadual, principalmente, pela quebra da safa de milho
nos Estados Unidos.
Quando se analisa a produção de soja, a falta de chuva de meados de
2011 até fevereiro deste ano implicou perdas de 23,7% na produção.
Porém, conforme dados do Deral, os produtores brasileiros foram
beneficiados porque se registrou baixa produtividade norte-americana e a
demanda da commodity por parte da China segue em alta.
Diante deste cenário, a saca de soja se valorizou em 75% e o preço pago ao produtor atingiu R$ 70,26, em média.
Feijão e Trigo tiveram queda na produção
As três safras de feijão cultivadas no Paraná devem totalizar 668,9
mil toneladas, 21% a menos que no ano anterior. Na primeira safra, os
produtores ficaram desestimulados diante do valor pago pela safra e
ainda que o preço tenha melhorado a partir da segunda safra, o produto
local não apresentou boa qualidade limitando o aumento das vendas.
O trilho apresentou o pior cenário já que a produção caiu a níveis de
2002 perdendo a liderança no ranking nacional conquistada nos últimos
dois anos. Nesta safra, o Paraná deverá colher pouco mais de 2 milhões
de toneladas de trigo, queda de 10% em relação à produção anterior, que
já vinha refletindo o desestímulo dos produtores.
g1