14/2/2013 - 13:21:22 Escala Noticias
A Copel Telecom, braço de telecomunicação da
estatal paranaense de energia elétrica, está entrando no mercado de
internet residencial. A empresa sempre operou no atacado, vendendo a
capacidade de sua rede para outros provedores ou diretamente para médias
e grandes empresas. O plano agora é ser uma opção de banda larga para
todos os paranaenses. A empresa considera inclusive pacotes “triple
play” no futuro, com oferta de internet, telefone e TV a cabo.
O serviço de internet residencial, chamado Bel Fiber, já é oferecido em
Curitiba e Irati, na região Centro-Sul, com pacotes de banda larga de 20
Mbps (megabits por segundo) a 100 Mbps. Os preços variam de R$ 109 a R$
349. Em Ponta Grossa e Fozdo Iguaçu, o serviço começa ainda neste ano. Até o fim de 2014, o plano é chegar a 25 municípios.
A estatal finalizou recentemente a implementação de uma rede de fibra
óptica interligando todos os 399 municípios do Paraná. Em dezembro
passado, o município de Ventania, nos Campos Gerais, foi o último a se
integrar à rede. O estado é o primeiro do país a ter uma infraestrutura
digital interligada.
Com a capilaridade da rede e a qualidade da fibra óptica, a empresa se
coloca numa boa posição para crescer nesse mercado. A expansão só não
será mais rápida porque a Copel precisa fazer o cabeamento óptico dentro
das cidades. A estatal trabalha com a tecnologia Fiber To The Home
(FTTH), em que a fibra óptica chega diretamente ao computador do
cliente. Outras empresas de tele oferecem a solução FTTH apenas quando o
consumidor contrata um plano de 100 Mbps ou maior.
Além de menos suscetível a problemas de clima, a fibra permite a
expansão de planos e pacotes com maior velocidade sem a necessidade de
grandes investimentos. A rede também tem capacidade para trafegar uma
grande quantidade de conteúdo. As teles, por exemplo, criaram soluções
híbridas de tevê para aproveitar a fibra. A GVT adotou o modelo IPTV, em
que o sinal da tevê chega via satélite, mas a parte de interatividade e
filmes sob demanda vem pelo cabo de internet.
De acordo com o superintendente de telecomunicações da Copel, Antonio
Carlos Pereira de Melo, a empresa não descarta entrar no mercado de tevê
a cabo no futuro, sozinha ou em parceria. Atualmente, a estatal tem uma
parceria com a Sercomtel, empresa da qual é acionista, para oferecer
serviço de telefone aos clientes. Nos planos combinados, o preço da
internet sai R$ 20 mais barato para quem também contrata o serviço de
telefonia.
Na capital, falta de tubulação adequada é o principal problema
Em Curitiba, a Copel vem enfrentando um problema comum para as teles que
chegaram mais tarde ao mercado: a dificuldade de encontrar prédios com
tubulação adequada para o recebimento da fibra. Muitos prédios têm
tubulação com capacidade para receber apenas um serviço de tevê ou banda
larga – os tubos são muito finos para ter uma segunda ou terceira
opção. Com isso, os moradores têm de entrar em acordo sobre a empresa
que vão contratar para o serviço.
O problema é quase nulo no interior, onde o número de prédios é bem
menor. Em Irati, a primeira pequena cidade em que a Copel começou a
oferecer a banda larga, o interesse dos clientes residenciais
surpreendeu a estatal. “Não fizemos nenhum plano de marketing. A única
coisa foi uma entrevista para uma rádio local. A procura foi grande”,
afirma Antonio Carlos Pereira de Melo, superintendente de
telecomunicações da empresa. Segundo ele, a adesão de clientes
residenciais supera a de pequenas e médias empresas. A operação começou
em dezembro e a Copel ainda não informa dados sobre o número de
usuários.
RSN