Sobre
o PTV-PR, o secretário destacou que se trata de uma proposta da Seti, encampada por outras secretárias e órgãos, que tem
objetivo de ser um projeto vitalício de inovação, ciência, tecnologia e ensino superior. Para ele, esse projeto nasce
fortalecido pela recém aprovada Lei de Inovação, que prevê a possibilidade do desenvolvimento da ciência e
tecnologia, inclusive promovendo a integração entre universidades e empresas.
“Os
investimentos em ciência, tecnologia e inovação têm que atender o desenvolvimento estratégico do Paraná. E
isso passa pela tríplice hélice do motor do desenvolvimento”, afirmou Alípio Leal, explicando, em seguida, que as
três pás dessa hélice figurativa são a academia (produtora de conhecimento), o setor produtivo (que coloca os produtos no
mercado) e o poder público (que deve otimizar e favorecer as condições desse desenvolvimento).
“Um
grande exemplo do funcionamento dessa tríplice hélice é a Unicentro, que está aberta ao diálogo com o setor
produtivo e com o governo”, avaliou o secretário, explicando que o objetivo do PTV-PR é que a inovação, a
ciência e a tecnologia possam trazer maiores retornos para a sociedade, o que inclui, também, uma maior presença e
contribuição das universidades.
WORKSHOP
Desde
o dia 11 de março, a Seti está realizando uma série de eventos regionais para implantação do PTV-PR. O intuito
é que sejam criados polos de desenvolvimento nas sete universidades públicas estaduais, responsáveis por coordenar o parque em
suas regiões.
Em
Guarapuava,
o polo de atendimento será a Agência de Inovação Tecnológica da
Unicentro (Novatec), que é
coordenada pelo professor Paulo Rogério Pinto Rodrigues. O PTV-PR vem ao
encontro dos objetivos da Novatec, que são a busca e
fortalecimento de parcerias com entidades públicas e privadas,
oportunizando atividades de ensino e pesquisa de base tecnológica e
contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da região.
Para
o
reitor da Unicentro, Aldo Nelson Bona, a Lei de Inovação propiciou um
ambiente favorável entre o setor produtivo e as
universidades. Já o Parque Tecnológico Virtual promove a possibilidade
de um maior desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da
inovação.
“O
parque (PTV-PR) facilitará a interação entre o setor produtivo e a academia. Além disso, o empreendedor poderá ter
auxílio a partir do local de existência do seu empreendimento”, comentou o reitor.
No
evento, Aldo Bona também recebeu do prefeito de Guarapuava, Cesar Silvestri Filho, a sanção do projeto de lei que concede o
título de “utilidade pública” à Incubadora Tecnológica de Guarapuava (Integ), considerando que a entidade tem
participação no desenvolvimento tecnológico e social de Guarapuava e região.
Na
sequência, Júlio César Felix, diretor-presidente do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), explicou que o Parque
Tecnológico Virtual é um modelo de plataforma na qual os agentes interagem em um ambiente comum de gestão e inteligência
competitiva, ou seja, por meio de uma rede que está distribuída pelo Paraná. O projeto tem intuito de abranger todos os
municípios do estado, para que qualquer cidade possa atrair, desenvolver e fixar empresas de bases tecnológicas.
Felix
destacou que o objetivo é que se possa fazer o monitoramento, o controle e a avaliação das atividades dos participantes, visando
o apoio e o desenvolvimento deles.
As
empresas que aderirem vão se beneficiar com o uso de serviços tecnológicos credenciados e serão acompanhadas por um parque
tecnológico, uma incubadora ou um núcleo de inovação. “Além disso, a Lei de Inovação estabelece
que o governo pode participar como investidor para o desenvolvimento de empresas de inovação”, lembrou Felix, destacando a
importância do governo para o desenvolvimento da ciência, da tecnologia e da inovação.
Amanhã
(22), o Workshop do PTV-PR será realizado em Jacarezinho.
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